26.1.07

Seguimento do estilo de celibato - Consagração

2. A vida virginal que abraçou a mãe virgem de Jesus.
. Maria é para a Vida Religiosa exemplo de virgindade ou de castidade consagrada (Cf. Lc 1, 34-37).
. Maria viveu também a sua virgindade em referência permanente à maternidade: primeiro sobre Jesus, depois sobre os discípulos.

3. Celibato cristão: não imitação mas consagração ao Senhor. O caso de Corinto.
. O objectivo de 1Cor 7 é discernir sobre o pôr em prática do ideal da continência sexual e do celibato.
. Com a nova época aberta com Jesus encontra-se uma nova forma de vida: a vida em continência perfeita.
. Motivos (segundo Paulo) para assumir a continência perfeita:
- Agradar ao Senhor;
- Preocupar-se com o Senhor e as coisas do Senhor;
- Dedicar-se ao trato assíduo com o Senhor;
- Consciencializar-se que as coisas deste mundo são passageiras.
. Paulo fala então num celibato (que ele mesmo vivia) não de seguimento ou imitação mas de consagração e dedicação.
. Paulo sabe e defende que fomos chamados à liberdade porque Jesus é o nosso único Senhor.

15.1.07

Seguimento do estilo de celibato - Virgindade de Jesus

Jesus é o primeiro iniciador e modelo do celibato.
Maria é a primícia da virgindade. (Orígenes)
O Celibato na Vida Religiosa é experiemntado como um carisma de seguimento de Jesus.
Virgindade é a vivência peculiar de união e identificação com Jesus e participação da mesma condição virginal do Ressuscitado e da sua antecipação profética no Jesus histórico.
1 - Vida em celibato a que Jesus se sentiu chamado
a) Eunuco pelo Reino dos Céus
Mt 19, 12 - Jesus defendeu os eunucos que se fazem pelo Reino de Deus porque são movidos pela experiência do Reino.
b) A família de Jesus
A Sua nova família é uma comunidade de eleitos, de discípulos e seguidores ao serviço do Reino.
A forma de vida em celibato ou virgindade dentro da Igreja, tem seu iniciador mais apreciado no mesmo Jesus e naqueles que assumiram na sua vida este estilo permanente de viver.
c) Que pensava Jesus sobre o celibato?
Celibato como forma de vida definitiva
O abandonar a mulher (o amar menos) - o que se trata aqui é o primado do próprio Jesus na vida dos discípulos e não outras interpretações.
d) Outra perspectiva: o Corpo de Jesus e a sua fidelidade à aliança
O celibato de Jesus é símbolo e parábola do Reino.
O Reino para Jesus é a sua grande missao histórica, o motivo da Sua Encarnação

18.12.06

Celibato "pelo Reino de Deus"

O seguimento de Cristo é a realidade primeira e o espaço onde se realiza o celibato, o qual é, em primeiro lugar, um dom do Espírito para viver o amor.
A sua força simbólica e escatológica dimana do facto de abrir o cristão à transcendência e ao Reino de Deus.
Uma definição de celibato: um carisma do Espírito que, suscitando a nossa liberdade, nos identifica com Jesus, célibe pelo Reino, e nos leva a amar com todo o coração.

O celibato pelo Reino de Deus como carisma e responsabilidade

A castidade é a virtude humana e cristã que nos permite viver a nossa realidade sexual de modo equilibrado e criativo.
É uma virtude para todos.
O celibato é uma forma especial, extraordinária e profética de viver a castidade. É um dom e uma tarefa.

I. O celibato como dom e como condição carismática

a) Decisão livre, motivada por uma realidade apaixonante
b) A sedução da beleza de Deus e do seu Reino

II. O celibato como resposta carismática: "eu faço voto de castidade"

a) A resposta responsável e livre ao dom primeiro
b) A integração do dom no próprio eu

A maturidade do celibato mostra-se na aceitação da própria sexualidade, na capacidade de tolerar certas frustrações, na autonomia relativamente aos pais, na disponibilidade para assumir responsabilidades, no discernimento dos próprios sentimentos e dos alheios, na disposição para o diálogo, no acolhimento das pessoas do outros sexo e no suficiente autoconhecimento.

14.12.06

A desintegraçao do amor na sociedade ocidentalcontenporânea

Capitulo 3 da obra A arte de AMAR de Fromm

Neste capitulo o autor fala essencialmente da desintegração do amor na sociedade ocidental contemporânea isto é de forma de vivência do amor que no fundo são formas viciadas do amor, são pseudo amor.
Ele faz uma analise da sociedade e mostra que ela assenta sobre duas realidades: A liberdade política e sobre a ideia do mercado.
A ideia do mercado influencia profundamente a sociedade. As coisas ganham valores porque procurado no mercado. A volta desta realidade desenvolve se uma hierarquia de valores em que o capital ocupa o primeiro lugar. Mais a concentração de capital da origem a uma administração burocrática. O ser humano não tem iniciativa, tudo depende da maquina burocrática. Esta situação aliena o homem, o desequilibra até na própria vivência do amor. Ele já não sabe amar, no entanto ele procura paliativo.
Para além desta dificuldade o autor apresenta outros problemas que decorrem de algumas experiências que não foram bem integradas, as chamadas situações neuróticas ou patológicas.
O autor acaba por dizer em jeito de proposta para uma melhor vivência do amor que o amor só é possível se as pessoas comunicarem a partir do centro das suas existências, ou seja se cada um viver centrado na sua existência. A realidade humana não existe senão nesta experiência central. É nela que está a vida, é nela que está a base do amor. O amor vivido desta forma, é um desafio constante, não é um refugio mas antes um movimento, um crescimento, um trabalho em conjunto.
to be continued....

11.12.06

"Deus é Amor", Carta Encíclica de Bento XVI (pequeno resumo sobre a parte do amor)

A palavra amor está muito banalizada hoje nos nossos dias.
Temos, assim, o amor em três acepções diferentes (que já vêm da Grécia clássica):
- Eros
- Filia
- Agapé
No Eros há uma relação entre o amor e o divino. Este Eros passa por uma purificação.
O Homem é unidual: corpo e alma, mas não como duas realidades opostas. O Eros quer levar-nos ao divino e para fora de nós próprios, mas através de um caminho de renúncias.
Na cultura não cristã, o Eros precisa de se unir ao Agapé.
Eros = amor possesivo (que sobe)
Agapé = amor oblativo (que desce)
Se ficarmos só numa destas dimensões, o amor passa a ser uma caricatura.
Assim, no conhecimento com o outro sexo há dois aspectos a ter em conta:
- A dimensão erótica: interesse próprio;
- A dimensão agápica: interesse pelo outro.
No Antigo Testamento o modo de Deus amar torna-se a medida do amor humano. Já no Novo Testamento temos uma concretização desse amor em Jesus Cristo. Somos, então, chamados a contemplar o lado aberto.
Desta forma, estar na presença de Deus é a união no corpo e sangue de Jesus Cristo.
A comunhão projecta para Deus e depois para todos os cristãos. A Eucaristia é o amor agápico que Deus nos dá.

"A arte de amar", Erich Fromm

Segunda etapa dos nossos encontros formativos: estudo do livro "A arte de amar" de Erich Fromm.
Como o próprio título indica, com este livro estamos a falar do amor e dos seus vários aspectos.
O “estudo” deste tema tem dado azo a discussões muito frutíferas nos nossos encontros: em primeiro lugar porque é um dos aspectos fundamentais dentro do tema geral deste trimestre, a castidade; em segundo lugar, porque é um dos temas mais pertinentes na sociedade de hoje, também porque muitas vezes não se sabe o que é o verdadeiro amor.
Em futuros posts vamos apresentar o resumo que cada um fez da sua parte do livro.

4. Será que Deus nos enganou ao dotar-nos de desejo?

É uma questão de orientação; naturalmente o homem está pulverizado pelo desejo sexual – no mito da criação da bíblia, os Génesis, porque o homem se sentiu só, deus criou Eva, a mulher, do lado de Adão. Mas nem todos têm de casar; quem se faz eunuco por causa do Reino, não são pessoas desfavorecidas, mas sim opções de vida, que contam com a ajuda da graça de Deus.
A Castidade passa pela orientação da energia vital que possuímos; enquanto que no casal, ambos se devem entregar totalmente um ao outro, no caso dos religiosos essa energia deve estar centrada para Deus.
Quando duas pessoas se amam e firmam uma aliança, embora ainda não esteja selada pelo matrimónio, não vejo inconveniente na relação sexual, mas poisar em várias flores que solicitem, isso é perverso.